O aumento na taxa de juros da China deve-se a dois motivos: 1) desaquecer os índices de preços locais e, assim, conter um incipiente processo inflacionário; 2) reduzir as aplicações em ações das empresas cotadas na bolsa chinesa, como forma de evitar uma elevação excessiva dos preços das ações, o que criaria uma elevação artificial das mesmas.
A questão é que o aumento na taxa de juros básica da economia significa que menos dinheiro estará em circulação, uma vez que o banco central chinês passará a vender títulos públicos, reduzindo assim o preço desses, que passarão a ser vendidos com deságio, e, portanto, elevando a taxa de juros no país. (Como aumentará a quantidade de vendas de títulos públicos, pela lei da oferta e da procura, o preço dos títulos irá cair, portanto, será vendido com deságio.) Quando o banco central vende títulos públicos, ele enxuga a liquidez da economia, uma vez que há menos dinheiro em circulação. Dessa forma, para uma mesma produção, o poder de compra das pessoas, no agregado, diminui. (Com uma menor quantidade de dinheiro em circulação, o custo do uso do dinheiro, que é dado pela taxa de juros, sobe, uma vez que o dinheiro se torna mais raro.) Assim, há um desaquecimento na economia, que desacelerará as taxas de crescimento.
Portanto, a consequência do aumento nas taxas de juros será uma redução do meio circulante na economia. O problema é que como o câmbio é fixo, o banco central chinês se vê obrigado a trocar dólares por yuan sempre que alguém o desejar. E com taxas de juros mais elevadas, torna mais atraente ao investidor externo, com capitais ociosos, investir na China. Agora não mais comprando muitas ações de empresas, mas direcionando um volume maior para a compra de títulos públicos do governo chinês, que estarão sendo vendidos com deságios e, portanto, com taxas de retornos mais elevadas.
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